Pedro Queirolo é um dos nomes mais conhecidos do Império Endurance Brasil. O piloto que traz no currículo dois vice-campeonatos na classe P1 desembarcou na categoria em 2019 para competir a bordo de um protótipo AJR, tendo David Muffato como companheiro. O casamento deu tão certo que os dois, guiando o carro preparado pela JLM Racing seguem juntos até hoje.
Em sua participação no Império Entrevista, Queirolo falou sobre o histórico de sucesso desta parceria, de sua paixão por automobilismo e do crescimento do Império Endurance Brasil ao longo dos últimos anos. Uma categoria que, ao lado da Associação dos Pilotos de Endurance, ele ajudou a consutruir.
Confira como foi o bate papo com Pedro Queirolo:
Você é um cara que pratica e praticou inúmeros esportes diferentes, desde o Surf, até artes marciais. O que te encantou no automobilismo e, principalmente, nas provas de Endurance?
Sempre gostei de esportes, principalmente os que nos deixam com a adrenalina mais alta. Mas a paixão pelos motores começou cedo. Eu já gostava de carros e motos, mas desde que dirigi o fusca do meu avô pela primeira vez, quando tinha 9 anos, despertei ainda mais interesse pelo assunto.
Infelizmente só tive a oportunidade de tirar a carteira de piloto aos 27 anos, mas posteriormente nunca deixei de participar de competições automobilísticas.
Você começou sua carreira no Trofeo Maserati e guiou diversos carros de GT antes de “se casar” com o protótipo AJR, em 2019. O que te fez mudar para os protótipo e o que mais te chamou a atenção no AJR?
Tive a oportunidade de pilotar diversos modelos de carros GT, como Maserati, Dodge Viper, Lamborghini, Corvette e Porsche. Em 2016 fui campeão nas 12 Horas de Tarumã com um protótipo Lamborguini do Fernando Poeta e desde aquela corrida tudo mudou para mim em relação aos protótipos de corrida.
Naquela época, o Império Endurance Brasil estava começando e foi aí que eu decidi deixar a Porsche Cup após sete temporadas completas para correr com o carro mais rápido do Brasil: O AJR.
Você e David Muffato formam uma das duplas mais icônicas da história do Império Endurance Brasil. Qual o segredo da longevidade dessa parceria que está atualmente em sua quinta temporada e o que você mais admira no David, seja dentro ou fora das pistas?
Eu e o David ficamos amigos em 2009 e fizemos algumas parcerias quando ele competia na Stock Car. Quando decidi ingressar no Império Endurance Brasil, queria encontrar um parceiro veloz, experiente e com uma tocada consistente. Na época o David também estava experimentando a categoria e fechamos a nossa parceria que já dura cinco temporadas.
Quanto ao entrosamento, acho que não tem um segredo. O que existe é uma grande afinidade. Além de parceiros de pista, temos pensamentos e ideias parecidas e nos damos muito bem dentro e fora das pistas.
Juntos, você e o David conquistaram oito vitórias, subiram ao pódio 19 vezes e foram vice-campeões nas temporadas de 2019 e 2022. Com uma coleção de bons resultados tão extensa, na sua opinião, porque o título ainda não veio?
Sempre fomos muito competitivos e infelizmente o título ainda não veio por falta de sorte.
Além dos dois vice-campeonatos, tivemos a desclassificação absurda em 2020. Foi uma temporada fantástica, onde conquistamos 4 vitórias e um segundo lugar em seis corridas. Na grande final, largamos na pole, fizemos a melhor volta e terminamos a corrida com uma volta de vantagem sobre o segundo colocado.
Foi tudo perfeito, não fosse o fato de termos parado fora da janela obrigatória. Na época, não existia uma punição específica para isso no regulamento e optaram por nos desclassificar. Foi uma pena, porque era o ano do título. Mas seguimos batalhando. Quem sabe o título não vem esse ano?!
Passadas as três primeiras etapas do campeonato, como você avalia o desempenho de vocês? E quem, na sua oponião, são os favoritos para brigar pelo título da Classe P1?
Começamos o ano com uma vitória e um pódio, mas ainda sofrendo com alguns detalhes no conjunto de motor. Tivemos perda de potência em todas as etapas do ano e isso comprometeu um pouco os resultados até agora. Estamos trabalhando para resolver esses detalhes e voltarmos mais fortes para as próximas etapas.
Agora, sobre favoritismo, ainda não dá para falar nisso. Acho que temos duplas e trios muito fortes em 2023 e não vejo ninguém como favorito. Acho que a briga vai ser boa e o campeonato deve ser decidido na última etapa.
Atuando no mercado publicitário, você trouxe diversas marcas para o campeonato e viu, ao longo dos anos, a categoria crescer e ganhar relevância no automobilismo nacional com a chegada de novos carros, pilotos renomados… Diante deste cenário, como você avalia o crescimento da categoria nos últimos anos?
O Império Endurance Brasil reúne os carros mais velozes e desejados do país e a cada ano temos percebido que o grid está sendo reforçado com pilotos e carros de ponta. Eu vejo este crescimento como uma ótima oportunidade de marketing para as marcas se associarem ao esporte dentro de um ambiente requintado e agregando valores intangíveis.
Acredito que o campeonato continuará crescendo e em breve teremos mais patrocinadores. Com isso, a APE (Associação dos Pilotos de Endurance) poderá investir ainda mais na categoria, trazendo mais qualidade técnica e público para os eventos.
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